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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Coisas que fazem o meu dia

Entro na padaria. Único homem. Assisto à conversa de duas das empregadas. Uma, oriunda de um típico bairro lisboeta, já apareceu na televisão, embora sem tiques de vedeta. Sofre de alergias. A outra, brasileira.
Vira-se a primeira (depois de ter estado à conversa com uma freguesa):
- Eu, se soubesse o que sei hoje, tinha-lhe era lhe posto os... [cornos, depreendemos nós]
- Ah, mas isso se era para pôr, era logo uns três pares! Nunca menos de três.
(A esta altura o meu esforço para controlar o riso era inexistente)
- É que ao menos, tinha a fama, mas tinha também o proveito, porque aquele grande filho [pausa] da mãe e do pai dele andou-me a meter a fama. Mas também não era do meu feitio [olhar complacente]. Agora também, já estou divorciada vai para quatro anos, agora só em pensamento é que os posso meter!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ouvido no Concerto V

Enquanto se faziam ondas nas bancadas: - Isto é muito bonito, o problema é quando ao olhar para trás fixas o olhar nalgumas caras é que percebes que a tourné se chama monster ball.

Ouvido no Concerto IV

Ela: - És hetero, gay ou bi?
Ele: - Gay.
Ela: (com ar desanimado) - Só me sinto atraída por gays!
Ele:  - Eu também.

Ouvido no concerto III

- Então eu vim de Viana, passei por Fátima e não fui pagar a promessa e agora não ia lá para a frente porquê?

Ouvido no concerto II

- Isto está cheio de gente alta, não vejo nada.
- Alta e gorda, que não me consigo mexer.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ouvido na Rua II.I (perdi a conta)

- Então, vocês vaiam na segunda circular...

(o que é que a chefe da Ana andava a fazer ao pé de minha casa, logo de manhãzinha?)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ouvido na Rua XIII

"Os ingleses vão levar no c#, que eu há muito tempo não levo na c%n@"

Que prosápia! Que erudição! Que eloquência. Foi da maneira que acordei logo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ouvido na Rua XII

(Ao telefone) - Não podes desperdiçar mais a tua vida, Maria.

E afinal o que é isso de desperdiçar a vida?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ouvido na Rua XI

Ele - Então como sabes que ele te engana?
Ela - Ah, porque mesmo antes de eu o conhecer ele já tinha sido infiel.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pensamentos III

Acabado de chegar ao trabalho, óculos escuros, como sempre.

Ela - Ai Pedro, esses olhos como estão...
Eu - Mas estou com uma pele óptima, não estou?*

*Pronto, não fui isto que respondi, porque até estou bem disposto, mas para a próxima não se livra...

domingo, 3 de maio de 2009

Ouvido na rua

Ikea, sábado de manhã, um mar de gente (três pessoas iludidas, pensando que tinha ido toda a gente para fora).

Senhora para o marido, casa dos 60, acabadinha de chegar da terra: - Ai, ai, tu não me deixes aqui sozinha, que eu tenho medo.

E eu também, que aquilo pareciam bichos. Nas bichas. Ainda bem que há crise!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Ouvido na Rua IX

Esplanada do Hotel Baía, Cascais. Fim-de-semana. Moda Lisboa. Duas senhoras, acima dos 65 anos, muito bem postas, cabelo armado. Levantam-se e uma diz para a outra:
- Vamos embora, que vais ver coisas que já não vês há muito tempo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ouvido na rua VIII

Esplanada. Ele, para ela (que não consegui ver a cara, mas queria): - Claro que existem mulheres nas obras. As engenheiras civis. As encarregadas. Mas ninguém fala delas!

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ouvido na Rua VII

Hipermercado. Sete da tarde.




Ele - Môr... Podíamos levar aqueles croissants pequenos...


Ela (para lá de enxofrada)* - O quê? Para depois ser eu a ter de os comer todos?**




* Eu também ficaria, se me chamassem Môr. Ou Amor. E outras coisas que tais.


** Até parece que alguém a obrigava. Até parece que é difícil.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ouvido na rua VI

Estava estacado, de pé, à espera de ser atendido, há pelo menos cinco minutos. Com a senha na mão. Junto ao balcão. Chega-se um senhor. E pergunta:
“- Está para ser atendido?”
Reviro os olhos e penso: “Não. Estou a encarnar a Sr.ª D.ª Palmira Bastos, na As Árvores morrem de pé.”

sexta-feira, 4 de julho de 2008

domingo, 6 de abril de 2008

Ouvido na Rua III

"Em 1340 foi quando Portugal atingiu o seu auge económico, devido às exportações para a Índia."